Onze mandatos e 2 milhões de votos: o que a estratégia de dados ensinou na eleição de 2026
Onze parlamentares que fizeram campanha com a EVAG foram eleitos em 4 de outubro para a Câmara dos Deputados, para três assembleias estaduais e para a Câmara Legislativa do DF, numa eleição em que a extrema-direita contou com muito dinheiro e com as plataformas a seu favor. Somados, foram 2.014.094 votos.
Sâmia Bomfim foi a 5ª deputada federal mais votada do país. Guilherme Cortez foi um dos fenômenos da eleição, com 275.450 votos e o 19º lugar entre todos os deputados federais do Brasil. Na campanha dele, site, base e e-mail funcionaram como um fluxo único, em que o visitante se cadastrava, tinha o contato qualificado e passava a receber comunicação da campanha. Fábio Felix foi o mais votado do DF, e Camila Valadão liderou a votação no Espírito Santo, a primeira mulher a fazer isso na Assembleia capixaba.
| Parlamentar | Cargo | Votos |
|---|---|---|
| Sâmia Bomfim (PSOL-SP) | Deputada federal | 583.107 |
| Fernanda Melchionna (PSOL-RS) | Deputada federal | 280.262 |
| Guilherme Cortez (PSOL-SP) | Deputado federal | 275.450 |
| Fábio Felix (PSOL-DF) | Deputado federal | 224.224 |
| Monica das Pretas (PSOL-SP) | Deputada estadual | 159.100 |
| Luciana Genro (PSOL-RS) | Deputada estadual | 127.601 |
| Mariana Conti (PSOL-SP) | Deputada estadual | 126.344 |
| Ana Perugini (PT-SP) | Deputada estadual | 70.737 |
| Marquito (PSOL-SC) | Deputado estadual | 65.199 |
| Camila Valadão (PSOL-ES) | Deputada estadual | 61.501 |
| Keka Bagno (PSOL-DF) | Deputada distrital | 40.569 |
Outras candidaturas que acompanhamos tiveram votações fortes e ficaram de fora pelo quociente eleitoral ou na suplência. Vivi Reis (PSOL-PA) fez 78.136 votos para deputada federal, Professora Angela (PSOL-PR) teve 65.776 para a Assembleia do Paraná e Professor Josemar (PSOL-RJ) é suplente na Alerj, com 41.730. O resultado de cada cliente e o que fizemos com cada um estão na página de resultados de 2026.
As vitórias pertencem às candidaturas e à militância que as construiu. Este texto registra como a EVAG trabalhou ao lado delas e o que a eleição mostrou sobre o uso de dados em campanhas políticas.
O site como porta de entrada
No início do ano, alertamos nossos clientes de que a comunicação direta teria peso inédito nesta eleição. A proposta foi colocar o site no centro da campanha, funcionando como portal de mobilização, onde a pessoa conhecia as propostas, se cadastrava, entrava no grupo do seu bairro, assumia uma tarefa ou fazia uma doação. O escopo variou de cliente para cliente, de uma página de campanha com hospedagem até a operação de toda a comunicação direta.
Considere alguém que viu um vídeo da candidata no Instagram e gostou. Se essa pessoa apenas curte e segue, a campanha depende do algoritmo para voltar a falar com ela. Se ela acessa o site e deixa nome, cidade e causa, passa a integrar uma base da campanha, organizada por território, perfil e tema. Dessa base saíram os e-mails, as mensagens de WhatsApp e os públicos dos anúncios. As redes trouxeram gente nova, e a organização aconteceu em canais que a campanha controla e que mudanças de regra das Big Techs não alcançam.
WhatsApp como comunidade
Muitas campanhas usaram o WhatsApp apenas para disparos em massa, com cards e vídeos repetidos até o público silenciar o número. Com nossos clientes, o WhatsApp funcionou como comunidade, com grupos por região e por tema, moderação diária, conteúdo pensado para circular e equipe respondendo às dúvidas uma a uma. A EVAG planejou essas comunidades e atuou diretamente na operação.
O Time Sâmia é o caso mais expressivo. Em São Paulo, a comunidade da campanha de Sâmia Bomfim engajou mais de 4 mil pessoas em grupos de WhatsApp, e o canal da campanha soma hoje 14 mil pessoas. Por e-mail, a campanha se comunicou com centenas de milhares de apoiadores. Parte de quem entrou para receber novidades passou a distribuir material, levar pessoas às plenárias e organizar grupos no próprio bairro.
Essa base organizada sustentou a vaquinha online, que arrecadou R$ 217.777,86 de 4.580 pessoas. Sâmia foi a deputada federal que mais recebeu doações de apoiadores no QueroApoiar, a plataforma usada pela campanha, com uma arrecadação feita de milhares de pequenas contribuições.
Dados para tomar decisão
Toda campanha decide agenda e pauta semana a semana, e essas decisões ganham qualidade quando se apoiam em dados. Para isso, entregamos relatórios de desempenho dos canais, leituras de segmentação e de perfil da base e o monitoramento dos temas que cresciam nas redes e nas buscas do Google.
No tráfego pago, os anúncios foram cruzados com as bases próprias. Quem já estava cadastrado recebia convite para agir, e quem ainda não conhecia a candidatura era levado ao site para se inscrever. Com públicos mais precisos, o custo por anúncio caiu e as campanhas fecharam com custo por voto baixo.
A equipe da EVAG também redigiu e-mails e mensagens de WhatsApp, roteirizou vídeos e apoiou a produção de conteúdo e de design. Em mais de uma década de atuação em comunicação política, este foi o ciclo em que estivemos mais presentes na estratégia dos nossos clientes, e temos orgulho do que construímos com eles.
Para os próximos ciclos
Os novos mandatos começam em fevereiro. As eleições municipais de 2028 parecem distantes, mas boa parte delas se decide agora, na montagem da base. A candidatura que chega a agosto com site no ar, cadastro organizado e grupos funcionando sai meses à frente de quem ainda vai começar a reunir contatos.
A EVAG trabalha com mandatos, pré-candidaturas, sindicatos e movimentos que querem falar diretamente com seu público, sem depender das Big Techs, e que colocam a participação popular no centro da política. Se você está planejando o próximo ciclo, fale com a EVAG.